zona de conforto

Marraqueche

este ano precisava sair da minha zona de conforto…precisava de usar os sentidos em cheiros diferentes, cores fortes, paladares arriscados, sons longínquos!

precisava de me afastar da cultura centro-europeia que, quer queiramos quer não, define os nossos comportamentos e as nossas experiências…precisava de um desafio!

como as crianças já estão crescidas foi mais fácil aceitar o desafio de viajar para um continente diferente…África!

o nosso destino não foi difícil de decidir…Marraqueche! afinal, perto de nós, família e amigos traziam relatos excitantes desta cidade!

bem informados (levei mil e uma recomendações do que visitar e onde comer) e preparados (com medicação adequada ao desafio gastronómico :p ) fizemos as malas e partimos!

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a primeira etapa foi uma estreia porque como deixámos a avó e a neta mais nova em Barcelona com amigos, a viagem de avião começou a 1000 kms de casa…numa “reputada” companhia aérea low-cost 🙂 devo dizer que apesar da reputação, a companhia aérea proporcionou-nos viagens tranquilas em ambos sentidos e em todas as etapas do processo, mesmo quando me enganei a marcar a viagem da Beatriz como sendo menor de 16 anos o que me impedia de fazer o check in 😦

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apesar da tentação de ficar num Riad na medina* e desfrutar a 100% da experiência, acabámos por escolher um hotel de uma cadeia internacional…esta escolha revelou-se ser a mais sensata, não só porque estávamos alojados na zona moderna da cidade, num bairro tranquilo de lojas chiques e hotéis de 5 *****, a apenas 10 minutos a pé da zona antiga, mas porque dispúnhamos de um conjunto de comodidades – como a piscina GRANDE onde refrescávamos a meio da tarde – e de serviços que teríamos que contratar paralelamente ao alojamento!

depois do choque de chegar à noite a uma cidade com iluminação pública camuflada (está debaixo dos toldos dos Zouks 🙂 ) e de um primeiro dia de adaptação em que tudo parecia estranho, ao ponto de nos enfiarmos numa cadeia de fast food  para almoçar (nunca mais repetimos o disparate) deixámo-nos levar pelo espírito do local (afinal essa era a nossa intenção) ao ponto de nos vestirmos segundo a lógica do sítio…roupa comprida e fluída e lenço nas costas e cabeça para proteger do sol e do calor!

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a escolha deste destino não nos desiludiu, pelo contrário, foi uma completa surpresa descobrir a amabilidade e a simpatia das pessoas, a ordem no caos das ruas e o sabor extraordinário da comida local**, o respeito pela tradição e pelos outros, a festa do Ramadão que terminava nos últimos dias da nossa estadia!

pudemos ver e experimentar muito em pouco tempo…trouxéssemos excelentes recordações e vontade de regressar, talvez para o litoral, talvez para o deserto 🙂

embora esperássemos um certo grau de desconforto pela diferença cultural e ambiental, na realidade o que encontrámos foi uma zona onde estivemos em completo conforto 🙂

*cidade antiga, dentro das muralhas, labiríntica!
**sempre bem confecionada, fresca e sem riscos para os nossos sistemas digestivos europeus 🙂

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