escrever com luz

Fotomania |dia Mundial da Fotografia

fotos

é o significado, muito simplificado, do fenómeno designado por FOTOGRAFIA

hoje é o dia em que se celebra, mundialmente, o tal fenómeno e fenómeno é a palavra certa para descrever o impacto que uma tecnologia teve no registo dos momentos mais ou menos iluminados da história humana

desde a primeira imagem fixada sobre uma placa metálica por Joseph Niépce, que Daguerre e Talbot fizeram evoluir, até ser possível obter várias cópias a partir de um original apenas, passando pelos contributos de George Eastman, o homem responsável pela democratização da fotografia e pelo nascimento do fotógrafo amador, que munido de uma máquina, podia agora registar as férias da família num “Kodak”, até Oskar Barnack que permitiu que a tal máquina coubesse até na carteira de uma senhora, sem que a redução de tamanho significasse a perda da qualidade :), hoje partilhamos a maior parte das nossas atividades profissionais, particulares, as nossas  ideologias, emoções e sensações passageiras através de fotografias instantâneas, imediatas e editadas nas redes sociais dedicadas exclusivamente à fotografia, ou não…mas a foto está sempre lá! eu sei do que falo, ou melhor, eu sei o quanto fotografo 🙂

em números, são 3 500 000 000 desde 1826*, dos quais cerca de 10%, ou seja, mais ou menos 350 000 000 são feitas num só ano**

Photos taken by year, film and digital

e dessas, algumas são feitas por mim, num desafio constante, pessoal e tecnológico imbuído pela máxima de Chase Jarvis de que ” a melhor máquina é a que trazes contigo” e que no meu caso é o meu smartphone, que insiste em falhar quando quero fazer telefonemas ou mandar SMSs, mas que me deixa registar a luz daquele momento especial ou casual, editar o resultado e partilhá-lo com quem estiver interessado no tema ou na fotógrafa 🙂

num processo imediato de registo, edição, produção e distribuição, as inúmeras apps disponíveis para estes mini centros multimédia a que chamamos smartphones, permitem fazer o que chamo, pomposamente, neo-impressionismo, compensando com filtros e efeitos, a falta de definição ou quaisquer outros atributos até há pouco, muito valorizados na esfera da fotografia e dos fotógrafos, numa atitude de total atrevimento criativo comparável à de Monet, Manet, Renoir, Degas*** e depois Cézanne, Gauguin e Van Gogh (entre tantos outros)

e como comecei?

em casa havia um técnico de material e de equipamento de fotografia que também era fotógrafo, por isso era impossível escapar à sedução ou até mesmo à perseguição da câmara…era um paparazzo caseiro 🙂 (ainda hoje recordo vivamente o cheiro ativo dos líquidos de revelação e os efeitos que deixavam na minha roupa 😦 )

agora vivo com um pintor, cineasta, fotógrafo amador (o que é ser fotógrafo amador nos dias de hoje 🙂 ) e duas aspirantes com potencial para seguirem a (foto) mania familiar

e ainda estou rodeada de amigos completamente armados de máquinas, objetivas, tripés, parassóis, filtros e outros objetos afins 🙂

depois descobri os smartphones, as redes sociais e tudo mudou…muito depressa! fiquei uma fotomaníaca!

porque apesar da dureza do quotidiano a fotografia deixa-me encontrar em cada objeto e em cada ser, vivo ou não, um pouco de esperança, de beleza, de luz…que vale sempre a pena registar 🙂

*data da tal fotografia de Niépce
** dados de 2011
*
**segundo se diz numa reação criativa ao surgimento e evolução da fotografia 🙂

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